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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Estudante diz que foi obrigada a colocar testículos de boi na boca em trote na Uesb Universidade diz que trotes são proibidos; caso foi denunciado ao Ministério Público


Da Redação, com iBahia
Uma estudante do primeiro semestre de Agronomia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) denunciou ao Ministério Público os maus tratos e constrangimento que sofreu durante um trote praticado por veteranos, no dia 26 de abril, em Vitória da Conquista.
A jovem de 22 anos afirmou ter sido obrigada a chupar testículos e pênis de boi durante o trote, além de ter que bochechar um produto usado em bovinos chamado "mata bicheira", composto entre outros líquidos, de urina animal. Por conta da mistura, a estudante teve reações alérgicas e chegou a desmaiar, sendo encaminhada para a enfermaria da universidade, que teria dado apenas café e biscoito à jovem. O caso foi narrado pela advogada da estudante ao portal Terra.

Segundo a estudante, ela só aceitou participar do trote por pressão dos colegas veteranos, "porque, se não participasse, seria pior”. Ela diz ainda que informou aos outros estudantes que era “alérgica a tudo" antes de bochechar a mistura.
O Correio24horas procurou a o Ministério Público Estadual em Vitória da Conquista, que confirmou ter recebido a denúncia e diz que o caso foi encaminhado à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Vitória da Conquista. Já a unidade especializada informou que o caso foi repassado à 1ª Delegacia, que informou não ter conhecimento do inquérito.
A Uesb, em nota, informou que o trote é proibido na universidade e que caso algum infrator seja identificado "serão aplicadas sanções disciplinares", que vão desde a suspensão por 100 dias letivos até o desligamento do estudante.
Leia a nota na íntegra:
A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) informa que, segundo a Resolução 07/2008 do Conselho Universitário (Consu), o trote é expressamente proibido em todos os campi da Instituição. Entende-se como trote, de acordo com a Resolução, toda e qualquer manifestação estudantil que configure agressão física, psicológica, moral ou outra forma de constrangimento ou coação do aluno ingressante.

Ao infrator desta Resolução, serão aplicadas sanções disciplinares. As medidas administrativas vão desde a suspensão por 100 dias letivos ao desligamento dos quadros da Universidade, caso haja violência ou utilização de qualquer meio ou produto que cause ou possa causar danos pessoais, psicológicos, lesões corporais, entre outros. Além das penalidades previstas pela Resolução, o infrator será denunciado ao Ministério Público para responder criminalmente pelos atos cometidos.

Pensando nisso, a Universidade incentiva formas alternativas ao trote desenvolvendo ações como a Semana da Integração Estudantil, que oferece aos alunos recém-chegados atividades como oficinas, cursos e rodas de conversa. Este ano, juntamente com o Diretório Central dos Estudantes (DCE), a Uesb realiza também a campanha #TroteDoBem, para incentivar os alunos da casa a promoverem momentos de integração sadia e divulgá-los nas redes sociais oficiais da Instituição. 
correio24horas

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