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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

BH – Prefeitura distribui canudos para viciados cheirar cocaína


imageONG quer explicação da Prefeitura de Belo Horizonte sobre distribuição de canudos para viciados cheirar cocaína. 
Em nota, prefeitura informa que segue política do Ministério da Saúde; pasta nega orientação

PBH fornece também água destilada para dissolver a droga e gel lubrificante para prática de sexo anal

A ONG Defesa Social entrou com uma representação no Ministério Público contra a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), que está distribuindo a usuários de droga canudos para o uso de cocaína e água destilada para dissolver a droga. Além disso, a PBH fornece, inclusive para menores de idade, camisinhas e gel lubrificante para a prática de sexo anal. O objetivo da ONG é ouvir do prefeito Marcio Lacerda, via MP, as justificativas legais e científicas da medida.

O presidente da organização, Robert Willian, classifica a ação da prefeitura como absurda. A ONG Defesa Social é uma das cinco integrantes do projeto Consultórios na Rua, da Secretaria Municipal de Saúde, que trabalha com a abordagem e apoio aos usuários.

“Foi uma surpresa ao ver que as equipes dos Consultórios de Rua distribuem canudos para o pessoal cheirar cocaína, água destilada para que eles possam dissolver a cocaína e torná-la injetável, ainda com a orientação de distribuir preservativos e gel lubrificante para  prática de sexo anal, não excluindo disso os adolescentes, o que é uma coisa absurda”, disse.

A PBH admite que faz a distribuição para evitar o compartilhamento do material e a transmissão de doenças, como Aids e hepatites. No entanto, a justificativa é rebatida por Robert Willian.

“Está contrariando a lei de drogas, que fala que qualquer pessoa que colaborar, incentivar, induzir ou ajudar a pessoa a usar droga está cometendo um crime”, disse. “Distribuição de canudo não vai reduzir (o uso de drogas), vai é incentivar que as pessoas utilizem mais a cocaína. A questão da água… se eles não tiverem a água destilada para diluir a cocaína em pó, eles, com certeza, não vão usar”, avaliou. 
Ouça a reportagem de Mônica Miranda

 http://jornaldamissao.net

Senador da PB consome quase R$ 400 mil de verba indenizatória e é um dos que mais gastou


Senador da PB consome quase R$ 400 mil de verba indenizatória e é um dos que mais gastou
Sem o mínimo compromisso e demonstrando despreocupação com uma reação negativa por parte do seu eleitorado, o senador Cícero Lucena (PSDB), que já foi o primeiro secretário da Casa e deveria ter um pouco mais de cuidado com os gastos, é o parlamentar paraibano que mais usa a famosa verba indenizatória do Senado Federal entre os três representantes do Estado.

De acordo com um levantamento divulgado no jornal O Globo, nos últimos 12 meses, Cícero pediu reembolso de despesas no valor de R$ 369.123,00, conquistando a 16ª posição do ranking dos senadores mais gastadores.

Segundo a matéria, por categoria de despesas, o ‘caboclinho’ do Sertão gastou R$ 42.487,00 com passagens aéreas, R$ 107.636,00 com locação, hospedagem e alimentação, R$ 95.000, 00 com divulgação da atividade parlamentar e R$ 124.000,00 em consultorias.

Dos três senadores paraibanos, o segundo que mais gastou a verba indenizatória, foi o senador Vital do Rego Filho(PMDB), com despesas totais, nos últimos 12 meses, de R$ 357.705,00, obtendo a 20ª posição no ranking do uso de verbas indenizatória.

O senador Cássio Cunha Lima só ocupa a 59ª posição no ranking dos senadores que naus utilizaram a verba indenizatória, tendo usado R$ 218.264,00. Somando-se os gastos dos três senadores paraibanos com a verba indenizatória na Casa, chega-se ao total de (R$ 945.092,00) quase um milhão de reais nos últimos doze meses.

ENTENDA:  A verba indenizatória são os recursos que o Poder Legislativo repassa para custear os trabalhos dos gabinetes parlamentares. Chama-se indenizatória porque é liberada após os gastos realizados. A verba indenizatória é usada para ressarcir despesas com locação de imóveis e de veículos, material de expediente, combustível e contratação de consultoria, entre outros.

É válido lembrar que os senadores são ressarcidos após apresentarem as notas fiscais relacionadas aos respectivos gastos, ou seja, as despesas são realizadas antes do pagamento da verba.

Henrique Lima 

PB Agora

IFPB abre inscrições para cursos a distância A atuação não gera vínculo empregatício com o IFPB porque o pagamento é via bolsa mensal no valor de R$ 768 pagos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação


Divulgação
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB)
O instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) disponibiliza 242 vagas para o curso de Ensino a Distância (EAD). As inscrições serão válidas até o dia 21 de agosto com taxa de inscrição de R$50. A Comissão Permanente de Concursos públicos (Compec) disse que disponibilizará vagas para pessoas com deficiência.Para acessar os editais clique aqui 
O concurso tem validade de dois anos. A atuação não gera vínculo empregatício com o IFPB porque o pagamento é via bolsa mensal no valor de R$ 768 pagos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Uma prova de seleção será aplicada em 15 de setembro. É preciso ler atentamente o edital para ver as restrições e a documentação necessária para assumir a atividade frente à Diretoria de Educação a Distância e Programas Especiais do IFPB.
É necessário ter disponibilidade de 20 horas semanais para as atividades de tutoria da disciplina a que está concorrendo, das quais oito horas serão presenciais, nos polos das cidades de Cajazeiras, Campina Grande, Guarabira, João Pessoa, Monteiro, Patos, Picuí, Princesa Isabel e Sousa.
Serão oferecidas 78 vagas para tutor a distância do curso Técnico em Segurança no Trabalho, distribuídas por disciplina, conforme o Edital nº 218/2013. Há vagas em áreas diversas, como saúde, engenharias, psicologia, direito, biologia, geografia. Além do curso superior na área requerida, é necessário ter o mínimo de um ano de magistério. O tutor auxilia o professor na interação com os alunos no ambiente virtual.
Para Tutor Presencial, o Edital nº 219/2013 é que rege a seleção. Serão oferecidas 20 vagas para tutores presencial, sendo 16 para o curso Técnico em Secretaria Escolar e quatro para Técnico em Segurança do Trabalho, distribuídas por polo. A exigência é de curso superior e um ano de magistério. O tutor lida mais com o auxílio ao estudante no polo físico do IFPB.
Através do Edital 220/2013, são oferecidas 144 vagas para tutor a distância do curso Técnico em Secretaria Escolar, distribuídas por disciplina. Entre os profissionais necessários, estão formados em Filosofia, Sociologia, Computação, Pedagogia e Letras. 
portal correio

Mesmo se não sair do papel, trem-bala custará R$ 1 bi até 2014

Custos se referem ao projeto executivo da obra, que foi adiada por um ano


Bernardo Figueiredo, da EPL:
Foto: Carlos Ivan / Carlos Ivan/9-10-2012
Bernardo Figueiredo, da EPL:CARLOS IVAN / CARLOS IVAN/9-10-2012
BRASÍLIA - Com o adiamento do leilão por pelo menos um ano, o Trem de Alta Velocidade (TAV) deixou de ser prioridade do governo, mas mesmo que não saia do papel vai custar até o fim do mandato da presidente Dilma Rousseff pelo menos R$ 1 bilhão aos cofres públicos. O cálculo considera o que já foi gasto até o momento com os estudos de viabilidade econômica do empreendimento, contratação de consultoria, entre outras despesas, e a estimativa de gasto da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) com o projeto executivo do trem-bala, que tem prazo até dezembro de 2014 para ser concluído. O empreendimento liga Rio a São Paulo e Campinas. O presidente da EPL, Bernardo Figueiredo, informou ao GLOBO que o custo total do projeto executivo é de R$ 900 milhões.

 

— O impacto do adiamento (do leilão) nos nossos planos de trabalho é residual. O maior trabalho que a gente tem é a realização do projeto executivo do TAV, que vai continuar normal. O custo total do projeto é de R$ 900 milhões — disse Figueiredo.
A EPL acabou de habilitar o consórcio Geodata Italferr para gerenciar os projetos do TAV. Pelo trabalho, a empresa receberá R$ 77 milhões, dos quais R$ 25 milhões este ano. Caberá ao consórcio contratar empresas para elaborar o projeto executivo, que conterá todos os detalhes da parte de engenharia, como o número de túneis, pontes e estações, por exemplo. Além disso, já foram gastos R$ 28,9 milhões com a realização, em 2007, dos estudos que balizaram o edital do leilão.
‘Só quero saber do que pode dar certo’
Anunciado na segunda-feira pelo ministro dos Transportes, César Borges, o adiamento do leilão do trem-bala por um ano, no mínimo, indica que o projeto não sairá do papel até o fim do mandato da presidente Dilma Rousseff. O empreendimento, segundo um interlocutor da presidente, deixou de ser prioridade. Ele resumiu em uma frase a posição do governo, citando música dos Titãs:
— Só quero saber do que pode dar certo. (...) O foco agora é nos leilões de rodovias, portos, Libra (blocos do pré-sal) e aeroportos.
Nesta terça-feira, em entrevista à rádio CBN, a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse que “o governo não desistiu”, mas apenas adiou para 2014 a licitação do trem-bala, atendendo pedido de empresas interessadas na execução do projeto.
— Alguns interessados queriam mais tempo e, se fizéssemos (o leilão) agora, poderíamos ter apenas um concorrente, o que seria ruim para o processo licitatório — declarou à rádio.
Segundo Gleisi, o atraso “faz parte de um processo de aprendizado nosso e também dos investidores brasileiros”.
Na visão de Bernardo Figueiredo, a EPL, criada com a missão máxima de tirar o trem-bala do papel, não será esvaziada com adiamento do leilão. Ele disse que o TAV é apenas uma parte do trabalho da EPL, que também será responsável pela elaboração de um planejamento a longo prazo para o setor de infraestrutura, visando a implementar no país um sistema de logística integrada.
Essa visão não é compartilhada por outros integrantes do governo da área de infraestrutura. Eles destacam que o TAV foi totalmente delegado à EPL pelos órgãos que cuidam do setor, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pelo edital, consumindo a maior parte das atribuições da empresa.
Apesar do adiamento do leilão, a EPL manteve o cronograma de obras do trem-bala. As obras estão previstas para começar no primeiro semestre de 2015, de modo que o trem comece a rodar em 2020.
— Não tem plano B para esse negócio. Vamos ter que fazer, e quanto mais cedo melhor. Temos que parar de fazer as coisas só no limite do suportável — disse Figueiredo, lembrando o saturamento de rodovias (com a Dutra) e dos aeroportos, além da existência de vários municípios no eixo Rio-São Paulo que poderão ser alavancados com o trem-bala.
As despesas do governo com o TAV vêm desde 2005, quando a Valec Engenharia Construção e Ferrovias S.A era a responsável pelo projeto e contratou a empresa italiana Italplan Engineering para elaborar o projeto básico da obra. O negócio resultou numa disputa judicial, em que a Ítalplan cobra da Valec € 270 milhões, alegando que o serviço não foi pago. Para defender a estatal, a Advocacia-Geral da União (AGU) contratou um escritório internacional por R$ 1,26 milhão, por dois anos. O caso começou na justiça italiana e está no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em 2007, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) assumiu o projeto do TAV e contratou o consórcio Halorow Sinergia e Prime Engenharia, via BNDES, por R$ 28,9 milhões para realizar os estudos, que serviram de base para a elaboração do edital do primeiro leilão, realizado em maio de 2011, que fracassou por falta de interessados. Na última versão do edital, o governo reformulou o modelo, dividindo o projeto em duas fases (construção e operação), além de assumir todo o risco do empreendimento, via EPL.
‘Governo não sabia o que queria’
Pensada inicialmente apenas para ser um acionista do trem, a EPL acabou virando sócia do negócio, com participação de 45%. Em 2012, o governo injetou R$ 5 milhões para constituir a empresa. Os gastos com custeio da estatal somaram R$ 28,2 milhões em 2012 e neste ano, dos R$ 152,7 milhões orçados, foram empenhados R$ 60 milhões. A EPL conta com três diretores, 151 empregados e paga aluguel de R$ 137 mil por mês (R$ 1,64 milhão por ano) no novo prédio onde foi instalada, segundo dados da própria empresa.
Para o economista Paulo Rabello de Castro, os constantes adiamentos mostram que o projeto do governo tem falhas:
— Dão a entender que o governo não sabia o queria e foi adaptando o projeto ao interesse do investidor. Um projeto dessa magnitude tem que ser cercado de cuidados especiais de comunicação com o público — disse Castro, lembrando que o governo deveria regulamentar o artigo 67 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que manda criar um conselho fiscal com representantes do governo e da sociedade, para analisar a natureza e necessidade dos gastos.


globo.com

China usa picadas de abelhas como tratamento alternativo


Médico tradicional chinês prepara abelhas em clínica de acumpuntura de Pequim em 2 de agosto de 2013 (AFP, Ed Jones)


PEQUIM — Muitos chineses se submetem a dolorosas sessões de picadas de abelhas acreditando que curam ou previnem doenças como a artrose e o câncer, mas os especialistas ocidentais desmentem essa crença.
Wang Menglin, acupunturista que fez das abelhas sua especialidade, submeteu em sua clínica de Pequim mais de 27 mil pacientes a esta terapia em que cada sessão pode implicar dezenas de picadas dolorosas.
"Agarramos a abelha entre os dedos, a apertamos contra um ponto do corpo e a pressionamos até que tire o ferrão", explicou Wang em seu consultório, situado nos arredores da capital chinesa.
As abelhas que ele usa, e que morrem depois de picar o paciente, pertencem a uma variedade importada da Itália, explicou.
Além das técnicas de dessensibilização para prevenir reações alérgicas às próprias picadas, não existe prova médica formal sobre a eficácia do veneno destes insetos.
Para Wang Menglin, trata-se de um método tradicional com efeitos bem reais. "Tratamos pacientes com doenças que vão de artrite ao câncer com resultados positivos", assegurou.
As picadas de abelha servem, segundo ele, para curar a "maioria das doenças comuns que afetam os membros inferiores" do corpo, embora também a título preventivo.
O portal científico americano sciencebasedmedicine.org não duvida em classificar de "charlatanismo" este tratamento que se apresenta como uma panaceia, lembrando que "nenhuma demonstração científica justifica o uso" da "apiterapia".
Mas os pacientes de Wang Menglin acreditam de pés juntos no tratamento.
Um deles assegura que os médicos tinham lhe diagnosticado um câncer de pulmão e um tumor no cérebro e tinham lhe dado um ano de vida, mas sua expectativa de vida dobrou graças às abelhas.
"Desde o ano passado até agora, acho que (meu corpo) melhorou consideravelmente", declarou à AFP.
Os especialistas da American Cancer Society, organização especializada na luta contra o câncer, são claros: "não existe nenhum estudo clínico sobre humanos que mostre eficácia alguma do veneno das abelhas ou de outros produtos da colmeia para curar ou prevenir o câncer", assegurou.
"Confiar neste único tipo de tratamento e evitar ou atrasar cuidados médicos convencionais pode ter consequências muito sérias para a saúde", advertiu um artigo publicado na página da instituição na internet.
Segundo o mesmo portal, há referências corânicas às propriedades medicinais das secreções da abelha e até o próprio imperador Carlomagno (742-814) teria se beneficiado de tratamentos com picadas.
Nos países ocidentais também foi usado o veneno da abelha para os pacientes que sofrem de esclerose múltipla, uma doença neurológica crônica que ataca o sistema nervoso central.
Mas a National Multiple Sclerosis Society, organização americana que ajuda as pessoas que sofrem desta doença, adverte que "apesar das antigas afirmações sobre os benefícios do veneno de abelha, um estudo de 24 semanas não mostrou nenhuma regressão da doença, da paralisia ou do cansaço (dos pacientes) ou nenhuma melhora do bem-estar".
O veneno de abelha é um dos muitos produtos de origem animal ou vegetal usado na medicina chinesa tradicional, que é responsabilizada por aumentar a pressão sobre as espécies ameaçadas.
A medicina tradicional é uma parte importante do sistema sanitário do país. Muitos pacientes não podem pagar remédios convencionais.
Disponível na maioria dos hospitais e favorita entre os idosos, a medicina tradicional constitui em si uma verdadeira indústria, que continua sendo alvo de investimentos importantes e tem o apoio do governo central.
Um setor lucrativo para as empresas especializadas e os praticantes. Em 2012, o setor movimentou 516 bilhões de iuanes (63 bilhões de euros), 31% do total da produção médica no país, segundo o escritório nacional de estatística.

 AFP

Alerta máximo perante chegada do tufão «Utor»

Tufão «Utor» passou nas Filipinas (foto AP)

Redação


As autoridades chinesas ativaram o alerta máximo perante a chegada do tufão «Utor», que deverá passar na província de Guangdong e na ilha de Hainão, entre a noite de hoje e a manhã de quinta-feira.

O Centro Nacional Meteorológico chinês revelou que o nível de alerta passou de laranja para vermelho, numa escala de quatro em que o vermelho é o nível máximo.

«Utor», será o 11º tufão a atingir a China este ano e provocará ondas de até 11 metros de altura na parte norte do Mar do Sul da China e de até seis metros nas zonas costeiras de Guangdong.

Na sua passagem pelas Filipinas, o tufão fez vítimas mortais.
abola.pt

TRE-RS cassa mandato de vereador acusado de comprar votos com obras Ex-secretário de Obras e Viação de Porto Alegre, Cassio Trogildo (PTB) foi alvo de ação do Ministério Público

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) cassou nesta terça-feira o mandato do vereador de Porto Alegre Cassio Trogildo (PTB), acusado de abuso de poder político e econômico e compra de votos nas eleições de 2012. Segundo o TRE-RS, a decisão foi unânime entre os seis membros da Corte. Além de ter o mandato cassado, Trogildo também foi declarado inelegível por oito anos.
Segundo o relator do processo no TRE-RS, Trogildo cometeu os crimes "mediante a prestação de serviços asfálticos e de iluminação, utilizando-se a estrutura administrativa em desacordo com a lei, tudo visando à obtenção de votos". A ação que resultou na condenação de Trogildo foi proposta pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, que viu indícios de irregularidade na campanha do vereador nas eleições de 2012. Segundo o MP, a campanha do político estava centrada em suas ações como secretário de Obras e Viação de Porto Alegre, cargo que havia ocupado em 2008 e entre 2010 e 2012.
Na sentença, o ex-secretário municipal de Obras e Viação da Capital, Adriano Borges Gularte, também foi condenado pelo mesmo motivo. Trogildo e Gularte ficam inelegíveis para as eleições a se realizarem nos oito anos subsequentes ao pleito de 2012. A decisão do colegiado reformou sentença da 161ª Zona Eleitoral, que havia absolvido os acusados.
De acordo com o TRE-RS, a Corte acatou os argumentos do MP de que Trogildo intermediou a execução de obras não previstas no Orçamento Participativo, como asfaltamento de vias e instalação de nova iluminação, em troca do apoio de comunidades à sua candidatura. Segundo o MP, os locais onde ocorreram obras não previstas no orçamento estão entre as zonas eleitorais líderes em votos para o vereador.
Ainda segundo o voto do relator, "não há como deixar de reconhecer que o candidato Cássio Trogildo se constitui, no mínimo, beneficiário do abuso político e econômico verificado com a utilização da Secretaria Municipal de Obras e Viação, capitaneada por Adriano Gularte, seu correligionário, usufruindo daquela estrutura administrativa para realizar melhorias em comunidades carentes e, por meio disso, obter expressivo prestígio eleitoral que reverteria em votos".
A sentença determinou, ainda, "a exclusão do nome do vereador Cássio Trogildo da lista oficial de resultados das eleições proporcionais de 2012 no município de Porto Alegre, em decorrência da anulação de seus votos, procedendo-se ao recálculo dos quocientes eleitoral e partidário", o que pode alterar a composição da Câmara Municipal. Os dois condenados podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ao Terra, a assessoria do PTB informou que Cássio Trogildo pretende recorrer ao TSE para restabelecer o julgamento de primeiro grau, que o absolveu das acusações.
Terra