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terça-feira, 21 de maio de 2013

País tem 200 mil novos empregos

O Brasil registrou “quase 200 mil novos postos de trabalho” com carteira assinada em abril. A afirmação é da presidente Dilma Rousseff, que antecipou, ontem (20), durante seu programa de rádio semanal Café com a presidenta, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com divulgação oficial prevista para esta terça-feira (21) pelo Ministério do Trabalho.

A presidente disse que, com os quase 200 mil novos postos de trabalho gerados em abril, o seu governo atingiu 4,14 milhões de empregos com carteira assinada desde janeiro de 2011 até o mês passado.

Segundo Dilma, o setor de comércio e serviços foi responsável pela geração de quase metade dos postos de trabalho criados durante o seu governo, enquanto cerca de 470 mil vagas foram abertas na indústria e mais de 500 mil na construção civil.

Em março, o mercado de trabalho abriu 112.450 empregos formais. Em fevereiro, o número de novos postos foi de 123.446 e em janeiro, apenas 28.900. Mas o desempenho dos três primeiros meses do ano não foi suficiente para conter a queda de 31% da geração de emprego no primeiro trimestre, o que significa o pior desempenho em quatro anos. E a desaceleração tende a continuar, uma vez que em abril de 2012 foi registrada a geração de 216.974 vagas. Assim, se o número oficial for inferior a 200 mil, como sugere a frase da presidente, haverá queda em relação a 2012.

Para o economista Fabio Bentes , da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o predomínio dos postos no setor terciário segue uma tendência. “Não há nada de extraordinário nisso, 60% das vagas geradas são sempre de comércio e serviços, mas nenhum dos dois setores terá um ano de grandes contratações em 2013”, ressalvou.

Bentes disse que a previsão do comércio é de empregar menos  em 2013 do que em 2012. No ano passado, foram gerados 380 mil postos de trabalho no comércio, e a projeção para 2013 é de 320 mil vagas. “No setor de serviços não há um levantamento tão preciso, mas ele também sofre desaceleração no primeiro trimestre do ano”, explicou. 

diariodepernambuco

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