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segunda-feira, 31 de março de 2014

Valesca Popozuda publica foto nua em protesto contra estupro



A pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) causou polêmica no Brasil. O resultado de que 65% dos entrevistados concordam que mulheres que se vestem com pouca roupa merecem ser estupradas inspirou um protesto online. Valesca Popozuda publicou, neste domingo, uma foto nua para entrar na manifestação "Eu Não Mereço Ser Estuprada".
Nua e com um taco de beisebol nas mãos, a funkeira protestou em seu Facebook: "De saia longa ou pelada #nãomereçoserestuprada".

A campanha "Não Mereço Ser Estuprada" tem movimentado a internet. Mulheres publicam fotos sem roupa, apenas com um cartaz onde se lê a frase do protesto. Alguns homens também aderiram ao movimento.


sidneyrezende

Preços de medicamentos terão aumento a partir desta segunda

Preços de medicamentos terão aumento a partir desta segunda
Resolução da Câmara de Regulação de Medicamentos (Cmed) publicada no último dia (27) no Diário Oficial da União autoriza reajuste de até 5,68% nos medicamentos com preços regulados pelo governo.

Para os remédios de baixa concorrência, que somam mais de 40% no mercado, o reajuste máximo autorizado é 1,02%. Medicamentos de alta concorrência poderão ser reajustados em até 5,68%, mesmo percentual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 12 meses.

De acordo com o Ministério da Saúde, a partir do dia 31 de março, as indústrias farmacêuticas e distribuidoras já podem adotar os novos preços, desde que realizem a entrega do Relatório de Comercialização Obrigatório.

Ainda segundo a pasta, a regulação é válida para mais de 9 mil medicamentos, sendo que mais de 40% deles estão na categoria nível três - de menor concorrência, cujas fábricas só poderão ajustar o preço teto em 1,02%.

“O ajuste autorizado pode alterar o preço máximo de fábrica, porém não impacta diretamente no valor pago pelo consumidor, uma vez que muitas empresas adotam descontos na comercialização dos produtos”, informou o ministério.

A Cmed fixa o valor do reajuste anualmente, com base em critérios técnicos definidos na Lei 10.742 de 2003. São considerados no cálculo a inflação do período (de março de 2013 até fevereiro de 2014), produtividade da indústria, variação de custos dos insumos e concorrência dentro do setor.



Fonte: Agência Brasil/pb agora

Polícia Militar da PB lança edital com 600 vagas; salário inicial é R$ 2,5 mil Candidatos aprovados passarão por um curso de formação durante nove meses e receberão uma bolsa no valor de um salário mínimo R$ 724

Imagem Ilustrativa

Imagem Ilustrativa

A Polícia Militar da Paraíba (PMPB) lança na manhã desta segunda (31) no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep) o edital para concurso que deve oferecer 600 vagas para o curso de formação de soldado, sendo 520 para a PM e 80 para o Corpo de Bombeiros. Conforme o comandante do policiamento regional I, tenente-coronel João da Mata, podem participar do certame candidatos com ensino médio completo e na faixa etária de 18 a 30 anos. O salário inicial gira em torno de R$ 2,5 mil.

Os candidatos aprovados passarão por um curso de formação durante nove meses e receberão uma bolsa no valor de um salário mínimo (R$ 724). Só após a conclusão do curso, os novos soldados passam a receber o salário integral.
O concurso será composto por uma prova objetiva e classificatória, e depois, os candidatos serão submetidos à fase eliminatória, com exames médicos, avaliação física e investigação social. “A conduta do candidato também conta como critério de avaliação, segundo lei que regulamenta o ingresso na Polícia Militar. Investigamos se o candidato tem antecedentes criminais ou policiais”, explicou o tenente-coronel.

portalcorreio

Mais de 110 concursos com inscrições abertas têm 31 mil vagas Salários chegam a R$ 22.797,33 no Tribunal de Justiça do Rio. Há cargos para todos os níveis de escolaridade.

  Pelo menos 117 concursos públicos no país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (31) e reúnem 31.044 vagas para cargos em todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 22.797,33 no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Os órgãos que abrem inscrições para 2.166 vagas nesta segunda-feira são os seguintes: Agência de Fomento do Estado de São Paulo (Desenvolve SP), Câmara Municipal de Itapetininga (SP), Centro Federal de Educação Tecnológica "Celso Suckow da Fonseca" do Rio de Janeiro (Cefet/RJ), Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Conjunto Hospitalar de Sorocaba, Fundação Municipal Irene Siqueira Alves "Vovó Mocinha" - Maternidade Gota de Leite (FunGota) de Araraquara (SP), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), Polícia Civil de São Paulo, Prefeitura de Maravilha (SC), Prefeitura de Piraquara (PR), Prefeitura de Tefé (AM), Prefeitura de Teresina, Prefeitura de Três Barras (SC) e Prefeitura de Vargem Grande do Sul (SP).

globo.com

Noé: os caminhos do cinema e da religião Como prova a recente polémica em torno de "Noé", não existe um equilibrio fácil entre arte e religião.

Noé: os caminhos do cinema e da religião


No início do trabalho conjunto em "Noé", o realizador Darren Aronofsky fez uma promessa a Russell Crowe: "Nunca te vou colocar num barco com o feitio de casa, de túnica, sandálias e com um par de girafas a aparecer atrás de ti".

Décadas após os "Dez Mandamentos" e o "Ben-Hur" de Cecil B. DeMille, Aronofsky renovou a tradição do grande épico biblíco produzido para as massas num grande estúdio. No entanto, transformou-o numa parábola sobre o pecado, a justiça e a piedade.

Apesar de grande parte do seu "Noé" ser fiel às Escrituras, nada tem a ver com a versão de livros para colorir que muito de nós vimos quando éramos crianças. "Na primeira vez que li a história, tive medo", afirma o realizador. "Pensei: então e se não sou suficientemente bom para entrar na arca?".

No conjunto, é um projeto improvável: um filme de 130 milhões de dólares baseado numa história da Bíblia, sediado num grande estúdio e dirigido por um cineasta respeitável ( "Cisne Negro" e "A Vida Não É Um Sonho") que poucos veriam no papel de um DeMille dos tempos modernos.

Nos meses que antecederam a estreia a 28 de março, "Noé" viu-se inundado por controvérsia, com alguns conservadores a reclamar que o filme não era suficientemente fiel ao Velho Testamento e que Noé fora retratado de forma deturpada, nas palavras de Aronovsky como "o primeiro ambientalista".

"Noé" representa uma mudança extrema em relação à produção independente "A Paixão de Cristo", de Mel Gibson, que surpreendeu Hollywood com uns inesperados 612 milhões de dólares de box office, em 2004. Desde então, Hollywood desenvolveu cuidadosamente laços com as comunidades religiosas - a Sony e a 20th Century Fox têm previstas estreias que pretendem agradar aos evangélicos norte-americanos.

Mesmo assim, o debate em torno de "Noé" vem provar que pode ser difícil satisfazer os gostos de crentes e não-crentes, e que alcançar o cruzamento certo entre arte, negócio e religião é uma tarefa que tem tanto de risco como de potencial retorno.

Muito está em jogo, e não envolve apenas "Noé" e o seu distribuidor, a Paramount Pictures.


  O regresso do épico bíblico
Em dezembro próximo, a Fox estreia "Exodus", de Ridley Scott, com Christian Bale no papel de Moisés. Após "O Filho de Deus", estreou há uma semana o drama religioso "God's Not Dead" e na Páscoa a Sony tem previsto o lançamento do filme de inspiração religiosa "Heaven is For Real".

O mesmo estúdio tem ainda em desenvolvimento uma versão da história de Cain e Abel com vampiros, um projeto a que está ligado Will Smith.

A Lionsgate está a anunciar uma prequela de "A Paixão de Cristo" sobre Maria Madalena, co-produzida pelo pastor Joel Osteen, o líder de uma das mega-igrejas evangélicas dos EUA.

Jonathan Boch afirma que, quando fundou a empresa Grace Hill Media, em 2000, com o objetivo de ajudar ao diálogo entre os estúdios de Hollywood e as comunidades religiosas, as duas partes "não se conheciam". Desde então, filmes como "As Crónicas de Nárnia" e "Um Sonho Possível" beneficiaram desse diálogo com os fiéis.

"Ao longo de 15 anos vimos a comunidade religiosa passar de uma condição de quase pária a segmento importante do mercado", acrescenta Boch, que foi consultor da produção de "Noé". "Na minha cabeça, o que vemos agora é um novo renascimento onde os maiores artistas estão a contar as maiores histórias de sempre".

Hollywood abandonou o épico bíblico enquanto género precisamente quando filmes como "A Maior História de Todos os Tempos", de 1965, se tornaram em grandes fracassos de bilheteira. Apesar desse facto, o revivalismo é consequência de novas tendências na produção cinematográfica. Figuras como "Noé" são reconhecidas globalmente e, por isso, mais fáceis de promover. Não há licenciamento a pagar e, na maior parte das vezes, as histórias incluem muitas oportunidades de incluir vistosos efeitos especiais.



Um filme para "toda a gente"
"Noé", que será convertido em 3D para aproveitar o entusiasmo por estas versões que subsiste em mercados emergentes como a China, ou a Rússia, é, talvez, a mais antiga história de um apocalipse e fascinou Aronofsky ao longo da sua infância, em Brooklyn.

O realizador recorda-se de um poema sobre Noé que escreveu aos 13 anos e o elogio de uma professora que o encorajou a tornar-se num contador de histórias.

Ao contrário de "A Paixão de Cristo" que foi feito essencialmente por cristãos e destinado a cristãos, Aronofsky afirma que o seu "Noé" é para "toda a gente".

"É errado falar da história de Noé dessa forma, em termos de crente versus não-crente porque creio que se trata de uma das histórias mais antigas da humanidade", diz. "Pertence não só à tradição Judaico-Cristã e Islâmica. Toda a gente no planeta conhece a história de Noé".

A história do Génesis tem apenas algumas páginas e inclui mais detalhes sobre o tamanho da arca (que Aronofsky respeitou) do que informações acerca da personalidade de Noé. Sabemos que recebeu instruções de Deus - "ofendido" no coração por aquilo em que a humanidade se tinha transformado algumas gerações após a criação - para construir uma arca e enchê-la de dois exemplares de cada animal. Depois do dilúvio, Noé surge embriagado e expulsa Ham, o seu filho - tudo pistas para Aronofsky sobre a dor que Noé sentia pelo fardo que carregava.

A Paramount procurou a aprovação de líderes religiosos, consultou estudiosos da Bíblia durante a pré-produção e conduziu testes com público - durante os quais o estúdio e o realizador discutiram sobre a versão final do filme antes de chegarem a uma trégua aparente.

Mesmo assim, as críticas iniciais ao filme cresceram online com base naquilo que o vice-presidente da Paramount, Rob Moore, diz ser uma antiga versão do guião (de Aronofsky e Ari Handel), que nem sequer foi usada. "Foi um percurso muito interessante", diz Moore. "Foi largamente noticiado, sobretudo com base em especulações, mexericos, ou dados desatualizados."



O difícil equilíbrio entre arte e religião
Quando acabou de ver o filme, Jerry A. Johnson, presidente da National Religious Broadcasters (associação norte-americana de canais religiosos), pressionou a Paramount a incluir um aviso nos materiais de promoção. Moore concordou e, dessa forma, o estúdio passou a advertir que "foram tomadas liberdades artísticas".

"Como artista, o Darren foi algo susceptível quanto ao significado do aviso, por podermos estar a marcar o filme como sendo isto, ou aquilo, mais cedo do que seria desejável, em vez de permitirmos que fosse o público a decidir", diz Moore. "Mas houve tanta gente preocupada". "Assim, a controvérsia termina para a grande maioria das pessoas", conclui o vice-presidente do estúdio.

Johnson continua a ter sentimentos contraditórios em relação a "Noé" e apelida o filme de "um grande mais, menos": não merece nem o boicote que a Igreja Católica Romana pediu quando da estreia de "A Última Tentação de Cristo", de Martin Scorsese, nem o apoio incondicional das igrejas que chegaram a enviar autocarros cheios de gente para irem ver "A Paixão de Cristo".

"Os pontos fundamentais da história estão corretos", diz Johnson. "É tão contra-cultura falar de pecado, de bem e mal, e particularmente da ideia de julgamento, na América, ou no Ocidente de hoje - e isso é um aspeto tão sério deste filme".

Johnson tem várias reservas e acrescenta que "os ideais sobre o ambientalismo extremista são um problema." Aronofsky não concorda.

"Está escrito na Bíblia que devemos cuidar do jardim", contrapõe o realizador. "Afirmar que não existe uma faceta ecológica na história de Noé quando ele salva os animais não faz qualquer sentido, na minha opinião."

O fundador da Picturehouse, Bob Berney, que enquanto presidente da Newmarket Films distribuiu "A Paixão de Cristo", afirma que o equilíbrio entre liberdade artística e fidelidade às Escrituras é difícil. "É como uma armadilha, é preciso ter muito cuidado", diz Berney. "Ao mesmo tempo, são filmes e têm de ser muito bons. Creio que o público religioso, os cristãos, continuam a querer ver filmes bons e empolgantes".

Toda esta polémica - com opiniões positivas e negativas - pode acabar por ser um chamariz e Moore crê que "Noé" obterá a maior parte das suas receitas fora da América do Norte, mesmo depois de saber que o filme foi banido em muitos países islâmicos onde é proibido criar representações de profetas. Tanto ele como Aronofsky acreditam que têm uma história rica em ambições artísticas do lado deles.

"É curioso como, durante algum tempo, a conversa se transformou num controvérsia sobre a interpretação literal, diz Aronofsky. "O que é uma interpretação literal quando se trata de fazer uma representação artística do texto? Será o David de Michelangelo uma interpretação literal do aspeto de David?"

rtp.pt

Entenda as polêmicas sobre o Marco Civil da Internet

A Câmara dos Deputados aprovou na semana passada o projeto de lei do Marco Civil da Internet - uma espécie de "constituição" que vai reger o uso da rede no país.
A questão vem sendo debatida no Brasil desde 2009, mas emperrou em alguns pontos, como o da neutralidade dos dados na internet, o armazenamento de dados no país e a questão da responsabilidade dos provedores sobre conteúdos produzidos por terceiros.
O Marco Civil proíbe o acesso de terceiros a dados e correspondências ou comunicação pela rede. Ele também busca garantir a liberdade de expressão e a proteção da privacidade e dos dados pessoais.
Um ponto-chave é a chamada neutralidade da rede, que evita a discriminação da informação. Ou seja, os provedores não poderão dar prioridade a um determinado tipo de dado ao transmiti-lo aos clientes, bloqueando a possibilidade de censura.
O projeto também pretende resguardar o direito de expressão dos internautas, ao prever que o conteúdo publicado só seja retirado após ordem judicial. Há exceções, como em casos de racismo, pedofilia ou violência.
O projeto agora segue para o Senado e, em seguida, para a sanção presidencial.
Confira abaixo perguntas e respostas sobre o Marco Civil da Internet e sua votação na Câmara.
O que é o Marco Civil da Internet?
O projeto de lei 21626/11 - conhecido como Marco Civil da Internet - é um projeto de lei que estabelece princípios e garantias do uso da rede no Brasil. Segundo o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), autor da proposta, a ideia é que o marco civil funcione como uma espécie de "constituição" da internet, definindo direitos e deveres de usuários e provedores da web no Brasil.
O marco civil proíbe o acesso de terceiros a dados e correspondências ou comunicação pela rede. Ele também busca garantir a liberdade de expressão e a proteção da privacidade e dos dados pessoais.
Molon ressalta que o marco civil é "apenas um primeiro passo em direção a uma legislação sobre internet no país", mas que não encerra o assunto.
"É uma espécie de lei guarda-chuva, uma lei maior debaixo da qual virão depois outras leis regulando ou determinando áreas específicas da internet, como por exemplo o comércio eletrônico."


Por que o projeto demorou tanto para ser votado?
Entre os pontos de discórdia que emperraram as discussões, há dois que se destacam.
O primeiro diz respeito à questão da chamada neutralidade da rede, que veta a venda de pacotes que restrinjam o acesso à internet.
O segundo ponto recai sobre a polêmica sobre o armazenamento de dados dos usuários no Brasil, ainda que a empresa seja estrangeira.
Quem é contra a neutralidade da rede?
O projeto aprovado na Câmara proíbe totalmente os provedores de internet de vender planos que façam diferenciações no tráfego de dados ou que selecionem o conteúdo a ser acessado. Com a aprovação do Marco, ficou vetado por exemplo, a venda de um pacote permitindo utilizar somente acesso a e-mails e sites de notícias.
O princípio é que as empresas não podem fazer distinções no tráfego de dados em suas redes por conteúdo, origem, destino ou serviço, tratando todo tipo de dado da mesma forma.
Algumas empresas de telecomunicação queriam poder vender pacotes de assinatura de internet, inclusive para celular, limitando o acesso a alguns sites, como redes sociais. Isso permitiria cobrar mais caro para que os celulares tenham acesso a mídias sociais.
Na redação final do projeto na Câmara, ficou determinado que, para regulamentar o tema, a Presidência deverá ouvir a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Comitê Gestor da Internet (CGI). A versão anterior dizia que isso poderia ser feito apenas com um decreto presidencial, sem consultas extras.
Por que houve polêmica sobre armazenamento de dados?
Segundo a proposta inicial de Molon, o Executivo poderia obrigar que operadoras de internet e sites de grande porte - caso do Facebook ou Google - armazenem todo seu banco de dados no Brasil, ainda que a empresa fosse estrangeira e tivesse somente uma filial no país.
No entanto, entre os pontos retirados na versão final aprovada pela Câmara, está o fim da exigência dos chamados "data centers" no Brasil para armazenamento de dados.
A presidente Dilma Rousseff incluiu no texto original esse ponto após o escândalo da espionagem da NSA (Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos).
A intenção do governo era a de impedir que os dados fossem estocados em servidores estrangeiros, como é hoje efetivamente, a fim de dificultar o acesso desses dados por serviços de inteligência.
Pelo projeto de lei, quais são os direitos dos usuários?
Os usuários de internet no Brasil têm direito a:
  • Inviolabilidade e sigilo de suas comunicações. Só ordens judiciais para fins de investigação criminal podem mudar isso;
  • Não suspensão de sua conexão, exceto em casos de não pagamento;
  • Manutenção da qualidade contratada da sua conexão;
  • Informações claras nos contratos de prestação de serviços de operadoras de internet, o que inclui detalhes sobre proteção de dados pessoais;
  • Não fornecimento a terceiros sobre registros de conexão à internet.

E quais são os deveres do provedor?
Os provedores são obrigados a manter os registros de conexão sob sigilo em ambiente seguro por um ano. Esses dados só podem ser disponibilizados por ordem judicial.
O Marco Civil estabelece que a guarda de registros seja feita de forma anônima. Ou seja, os provedores poderão guardar o IP, nunca informações sobre o usuário. Quem responde pelo conteúdo publicado na internet?
Os usuários respondem pelo conteúdo que publicam.
Os provedores de acesso (responsáveis por oferecer o serviço de conexão à internet aos usuários) não podem ser responsabilizados por danos decorrentes de conteúdo gerado por usuários.
Já os provedores de conteúdo - no caso, quem administra os sites da internet - só serão responsabilizados caso não acatem no prazo correto decisões jurídicas específicas de retirar do ar conteúdos gerados pelos usuários.
O que o Marco Civil fala sobre os governos?
O Marco defende que os governos em todas as instâncias devem dar prioridade a tecnologias, padrões e formatos abertos e livres; divulgar publicamente dados; desenvolver ações de capacitação para o uso da internet; e estabelecer mecanismos de governança transparente.

O projeto de lei também diz que o governo deve usar a internet para promover a educação e o fomento cultural.

inovacaotecnologica.com

Última etapa do julgamento do Carandiru será nesta segunda, 31 15 policiais do Comando de Operações Especiais serão julgados pela morte de oito presos


    Foto: Divulgação
O Massacre do Carandiru ocorreu no dia 2 de outubro de 1992
O Massacre do Carandiru ocorreu no dia 2 de outubro de 1992
O julgamento do Massacre do Carandiru será retomado nesta segunda-feira (31) no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. O julgamento terá início às 9h e será presidido pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo.
Nesta fase, 15 policiais do Comando de Operações Especiais serão julgados pela morte de oito presos que ocupavam o quarto pavimento da desativada Casa de Detenção do Carandiru. Eles serão julgados também por duas tentativas de homicídio.
O Massacre do Carandiru ocorreu no dia 2 de outubro de 1992, quando 111 detentos foram mortos durante operação policial destinada a reprimir uma rebelião.
Esta é a última etapa do julgamento que, por envolver um grande número de réus e de vítimas, foi desmembrado em quatro partes, de acordo com o que aconteceu em cada um dos quatro andares do Pavilhão 9.
Na primeira etapa do julgamento, em abril do ano passado, 23 policiais foram condenados a 156 anos de reclusão cada um pela morte de 13 detentos. Na segunda, em agosto, 25 policiais foram condenados a 624 anos de reclusão cada um pela morte de 52 detentos.
No último dia 19, os sete jurados que compõem o Conselho de Sentença decidiram  condenar dez acusados pela morte de oito detentos. Nove policiais foram condenados a 96 anos de prisão cada um, enquanto o outro foi condenado a 104 anos por ter uma condenação anterior. A defesa dos policiais informou que vai recorrer das decisões.
O julgamento do quarto grupo chegou a ser iniciado, mas teve de ser suspenso, após o advogado Celso Vendramini, que defende os acusados, ter reclamado da atuação do juiz e deixado o plenário, enquanto era ouvido o primeiro réu. Com isso, foi remarcado para esta segunda-feira.
O julgamento terá início com o sorteio de sete pessoas que vão compor o Conselho de Sentença. Em seguida, serão ouvidas as seis testemunhas de acusação, as cinco testemunhas de defesa e os réus.

tribunahoje.com

Novo relatório da ONU reforça ameaças do aquecimento global

YOKOHAMA, 31 Mar (Reuters) - O aquecimento global constitui uma crescente ameaça à saúde, às perspectiva econômicas e aos recursos hídricos e alimentares de bilhões de pessoas, disseram cientistas influentes em um relatório que defende uma ação imediata para fazer frente aos efeitos das emissões de carbono.
O novo trabalho do órgão da ONU Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) diz que os efeitos do aquecimento estão sendo sentidos em todo lugar, contribuindo para possíveis crises de escassez alimentar, desastres naturais e guerras.
"O mundo, em muitos casos, está mal preparado para os riscos decorrentes de uma mudança climática", disse o IPCC nesta segunda-feira, após chegar a um acordo sobre o texto final.
O relatório acrescenta que o aquecimento, ao se agravar, pode desencadear consequências graves e disseminadas, que podem ser irreversíveis e/ou surpreendentes.
Os cientistas projetam que o aquecimento poderá reduzir o PIB global em 0,2 a 2 por cento ao ano, caso as temperaturas medianas subam até 2 graus Celsius -- uma estimativa que muitos países consideram modesta demais.
"Ao longo da próxima década, a mudança climática terá impactos majoritariamente negativos", disse Michel Jarraud, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), citando cidades, ecossistemas e o abastecimento hídrico como áreas de risco.
"Os pobres e vulneráveis serão mais afetados", acrescentou. Entre os principais riscos estão a inundação permanente de pequenas ilhas e áreas costeiras.
O IPCC foi criado em 1988 pela OMM e pelo Programa de Meio Ambiente da ONU.

O relatório enfatiza os riscos e aponta as reduções das emissões de gases do efeito estufa como uma espécie de apólice de seguros para o planeta.

http://br.reuters.com

domingo, 23 de março de 2014

Irritado, Zezé Di Camargo chama fã de idiota nas redes sociais "Senta a madeira nele", diz o sertanejo ao responder a boatos sobre seu corpo



Zezé Di Camargo acordou com a pá virada neste sábado (22). Na conta particular do Instagram, o sertanejo mandou um recado bem bravo a um fã.
O cantor se irritou com boatos de que o corpão que cultiva é fruto de anabolizantes e não de muita malhação.
— Tem um idiota falando q estou tomando bomba. A gente malha a quase 12 anos e vem um babaca desse,desmerecer seu esforço. veja a minha resposta e senta a madeiranele.
No final da mensagem ao fã, Zezé ainda mandou recado.
— Não mexe com a família zcl.
Discussão nas redes sociais Foto: discussão nas redes sociais
Créditos: Reprodução/Instagram

portal correio

50 anos do golpe: A arte foi à luta Autores, músicos, diretores, artistas visuais e atores contam como tiveram suas vidas viradas do avesso e o que fizeram para resistir à censura em 21 anos sob regime militar

50 anos do golpe Foto: Arte
50 anos do golpe Arte
RIO - Fernanda Montenegro foi ameaçada de morte pelo telefone. Do outro lado da linha, uma voz disse que ela levaria “um tiro certeiro na testa”. Dias mais tarde, uma bala estraçalhou a janela do quarto onde ela descansava. Na mesma época, José Celso Martinez Corrêa e seus companheiros do Teatro Oficina mandaram a bela italiana que trabalhava na bilheteria do grupo a Brasília para dormir com um censor e descolar a liberação da peça “O rei da vela”. Roberto Farias apresentava “Pra frente, Brasil” no Festival de Gramado quando soube que o filme havia sido censurado. Naquele dia, ele fazia 50 anos, mas a revolta se sobrepôs à alegria de ter levado o prêmio de melhor filme do festival. Tom Zé foi preso duas vezes e descobriu que, nas prisões políticas da ditadura militar, cada detento tinha que pagar 70 mil cruzeiros à polícia e dedurar um companheiro. Nas artes visuais, o regime não foi mais brando. Antonio Manuel fugiu de Salvador depois que a Bienal da Bahia foi fechada pelo Exército. Ele jamais recuperou o painel. Tempos depois, novamente foi proibido de exibir uma obra, numa exposição no Rio. “Foi como se me mutilassem”, diz.
Reunimos testemunhos desses e de outros artistas que tiveram suas vidas viradas do avesso pelo regime militar — cujo início completa cinco décadas no dia 31 —, além das visões dos colunistas Caetano Veloso e Adriana Calcanhotto. Os relatos deixam evidente também que, em contrapartida àqueles 21 anos sob ditadura, viveu-se um dos períodos mais férteis da produção cultural do país. Consolidaram-se, naquela época, nomes que seguem como referência nas artes nacionais.

A combinação de diferentes elementos contribuiu para tal fertilidade, dizem especialistas. A existência de um inimigo comum somou-se à expansão da TV e da indústria cultural no país, dando origem a um ambiente em que a criatividade ganhou fôlego para combater o moralismo hostil das fardas. Foi o tempo da linguagem cifrada, das críticas nas entrelinhas e da ironia dos cartuns.
Para pesquisadores da área, as duas décadas de ditadura podem ser divididas em três períodos distintos. O primeiro, entre 1964 e 1967. O segundo, de 1968 à Anistia, em 1979. E o terceiro nos anos 1980, na redemocratização do país. Os três reverberam até hoje na produção brasileira.
— Na primeira fase, vemos um deslocamento da cultura da elite para a classe média — afirma Mônica Almeida Kornis, doutora em Ciências das Comunicações da Fundação Getulio Vargas. — Até 1968, do ponto de vista formal e artístico, havia uma busca por uma linguagem inovadora. Naquele ano, “O bandido da luz vermelha” (de Rogério Sganzerla) trouxe a frase que define bem o momento posterior: “Quando a gente não pode nada, a gente avacalha”. A censura era fortíssima. Mas a TV se nacionalizou, a indústria cultural explodiu, e a música se expandiu com força nos festivais. Nos anos 1980, houve a diversificação dos produtos, e a ideia de inimigo comum se perdeu um pouco.


Na ditadura, o conflito entre a função política da arte e seu valor estético borbulhava. Alguns a defendiam como instrumento de luta, outros priorizavam o estudo da forma.
— Era, no fundo, uma briga que começou na Grécia e, ao longo da História, foi para lá e para cá — explica Heloisa Buarque de Hollanda, pós-doutora em Sociologia da Cultura pela Universidade Columbia e coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC/UFRJ). — Um personagem forte foi Glauber Rocha. Ele repetia: “Não vou falar, a minha estética é que tem que falar”.
Em segundo plano
No extremo oposto estavam os membros dos Centros Populares de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE), que sonhavam criar uma “arte popular revolucionária”. Eles encenavam peças em portas de fábricas e sindicatos para conquistar trabalhadores para a luta política. Desmantelado em 1964, o grupo teve como último presidente o poeta Ferreira Gullar. Hoje, ele considera “ultrapassados” aqueles ideais:
— A preocupação em fazer a revolução era de tal ordem que a arte ficava em segundo plano. Aos poucos, fui mudando minha poesia. No começo era mais política do que poética. Vi que não era por aí. O que a gente estava fazendo era comício — diz ele. — Mas uma geração de artistas foi influenciada pelo CPC. O Chico (Buarque), por exemplo.
Entre 1960 e 1980, o Brasil viveu o boom da indústria cultural. Aparelhos de TV popularizaram-se entre a classe média e ajudaram a consolidar a “integração nacional”. A música foi beneficiada disso, sobretudo com os festivais da canção.
— Naquele momento, os setores mais dinâmicos eram protagonizados por uma classe média de oposição. Não necessariamente de esquerda ou revolucionária. Os quadros intelectuais dessa indústria eram recrutados entre universitários. Essa é uma contradição rica e interessante do período — aponta Marcos Napolitano, doutor em História Social pela Universidade de São Paulo.
Passados 50 anos, uma das principais consequências do golpe, na opinião de especialistas, foi a escassez dos espaços de debate na cultura, como eram o Cine Paissandu e a cantina do MAM.
— Antes do golpe, as pessoas se reuniam para falar de cultura e política. Esses lugares não eram apenas guetos. Havia gente de todo tipo. Eram espaços de cruzamentos e não só de contemplação. Isso acabou junto com a repressão — diz Mônica.
Para os especialistas, no entanto, diferentemente do que ocorre na Argentina e no Chile, a arte brasileira ainda não se apropriou daquele momento. O golpe segue um tema em aberto.

globo.com

Batata frita em temperatura elevada acelera envelhecimento

  • Alimentos como este também podem provocar problemas de memória similares ao alzheimer
Os alimentos ricos em amido, como as batatas, quando cozidas a temperaturas superiores a 120°C geram uma reação química que origina produtos tóxicos que aceleram o envelhecimento. A informação foi divulgada pela Academia Nacional de Farmácia da França.

Esses alimentos, submetidos a altas temperaturas ocasionam um processo de glicação (soma entre uma proteína e carboidrato) avançada, conhecido como AGE, que pode acelerar o envelhecimento, segundo um estudo dirigido por Eric Boulanger, especialista em Biologia da Universidade de Lille 2.

As partes queimadas das batatas fritas e cozidas, assim como do pão tostado, as bolachas, o pão branco e o café, contêm acrilamida, um composto comprovadamente cancerígeno e neurotóxico em células animais, embora não em seres humanos.

Um recente estudo americano realizado em homens e animais mostra que esses produtos podem provocar no ser humano problemas de memória similares ao alzheimer. A partir dessa pesquisa, a equipe de Boulanger estabeleceu a existência de um vínculo entre esses produtos e o envelhecimento vascular, que causa maior rigidez nas artérias e hipertensão.

Para evitar consequências negativas, os pesquisadores franceses recomendam cozinhar os alimentos com água, vapor ou no micro-ondas, frente ao assado ou preparado na grelha.

atarde.uol

Paraná é o estado mais avançado em políticas de recursos hídricos Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos apresenta balanço das ações

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Na data em que é celebrado o Dia Mundial da Água, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná, apresenta um balanço das ações realizadas para melhoria da qualidade e quantidade da água no Estado.
São programas de conservação dos rios, canais, mananciais de abastecimento público, aquíferos, bacias e microbacias hidrográficas. A política de recursos hídricos no Paraná é transversal e desenvolvida por diferentes instituições, entre elas o Instituto das Águas do Paraná, Instituto Ambiental do Paraná, Sanepar e Secretaria da Agricultura e Abastecimento. Para que se tenha uma ideia, apenas em 2013 a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos investiu R$ 26 milhões em projetos de conservação da qualidade da água dos rios do Estado.
"Cuidar das nossas águas é uma proposta que cabe a diferentes órgãos do Governo e também à sociedade", afirma o secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida.
Segundo ele, o Paraná é considerado um dos estados mais avançados do país no que se refere à sua política de recursos hídricos. "Somos reconhecidos internacionalmente e passamos a integrar o Conselho Mundial da Água, devido ao reconhecimento pelo trabalho que vem sendo realizado", afirmou.
AVANÇOS - Uma das ações - inéditas no Paraná - prevê compensar financeiramente agricultores que mantém preservadas áreas de rios, nascentes e mananciais de abastecimento inseridos em suas propriedades. É o chamado Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) prestados. O PSA Água é uma das ferramentas do Programa Bioclima Paraná para incentivar a conservação dos recursos hídricos. Devido às ações desenvolvidas no Paraná, a Secretaria do Meio firmou um acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Águas para o repasse inicial de R$ 2 milhões que serão utilizados em capacitações e elaboração dos diagnósticos das bacias onde serão implementados o PSA.
O local escolhido para o projeto piloto de Pagamento por Serviços Ambientais da Água será a microbacia do Rio Miringuava, na Região Metropolitana de Curitiba. "Nada mais justo do que compensar os proprietários que ajudam a conservar a água que beneficiará toda a população", destaca o coordenador do Programa Bioclima Paraná e diretor da Secretaria do Meio Ambiente, Caetano de Paula.

A cobrança pelo uso da água também é considerada um grande avanço na política de recursos hídricos do Paraná e está garantindo inicialmente na Bacia do Alto Iguaçu e Afluentes do Alto Ribeira a arrecadação de R$ 6 milhões por ano em recursos que deverão ser utilizados obrigatoriamente para a recuperação dos rios da bacia.

Desde o mês de setembro, aproximadamente 76 indústrias e grandes usuários que utilizam a água dos rios do Alto Iguaçu com finalidades comerciais, em seus processos de produção e operação, estão pagando pelo uso da água. O projeto piloto no Paraná abrange a bacia do Alto Iguaçu, mas a medida será implementada em todas as 16 bacias hidrográficas do Paraná.
Outra fonte de recursos para os rios se deve à assinatura do contrato do Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão), que prevê o repasse de cerca de R$ 4 milhões ao Paraná. Os recursos serão aplicados no aperfeiçoamento da rede estadual de monitoramento de rios, capacitação profissional, criação de banco de dados sobre disponibilidade hídrica e emissão de outorga (autorização) para uso dos recursos hídricos.

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