O
dólar comercial fechou
em alta de 1,36%, a R$ 2,142 na venda nesta sexta-feira (31), mesmo
depois de o Banco Central ter atuado no mercado para tentar segurar a
alta.
É o maior valor de fechamento em mais de quatro anos, desde o dia 5 de
maio de 2009, quando o dólar valia R$ 2,149, em meio ao auge da crise
econômica mundial.
Em maio, o dólar subiu 7,04%, a maior alta mensal desde setembro de
2011 (quando a moeda aumentou 18,15%). Na semana, a alta foi de 4,38%.
A
Bovespa fechou em
forte queda,
puxada pela perda nas ações de empresas de Eike Batista e construtoras.
O Ibovespa (principal índice da Bolsa) recuou 2,07%, para
53.506,08 pontos.
Em maio, a Bovespa acumulou perdas de 4,3%, o pior resultado mensal em
um ano, desde maio do ano passado (quando perdeu 11,86%). Na semana, a
Bolsa caiu 5,14%; no ano, acumula perdas de 12,22%.
Mercado testa limite do BC
Nesta sexta-feira, o BC fez um leilão de 30 mil contratos equivalentes à
venda de dólares no futuro, e conseguiu vender 17,6 mil deles. A última
vez que o banco tinha atuado no mercado de câmbio foi no final de março
deste ano, quando o dólar se aproximava de R$ 2,03.
Segundo analistas, a ação do BC visou frear a especulação causada pela
formação da taxa Ptax, que serve de referência para vários contratos
futuros, mas que ainda é cedo para entender qual seria o novo limite
máximo para a cotação.
"A tendência mundial é de valorização do dólar, só que tudo tem um
teto. Então, o mercado está testando", disse o operador de câmbio da
Advanced Reginaldo Siaca.
Os mercados mundiais estão reagindo à possibilidade de o Federal
Reserve, banco central norte-americano, reduzir em breve seu estímulo
mensal de US$ 85 bilhões diante dos sinais de recuperação da maior
economia do mundo.
Essa decisão limitaria a oferta de dólares nos mercados mundiais, fazendo com que o preço da moeda ficasse mais alto.
Nesta sexta-feira, essa avaliação ganhou força com a divulgação de que a
confiança do consumidor norte-americano chegou ao maior patamar em quase seis anos.
Ação do Banco Central
Antes de anunciar o leilão de swap cambial tradicional --equivalente a
uma venda de dólares no mercado futuro-- no início da tarde, o BC fez
pesquisa de interesse para a operação. Após o leilão nesta sessão, o
dólar chegar a reduzir parte de seus ganhos, chegando a R$ 2,119 na
venda, mas em seguida voltou a ganhar força.
A alta da moeda também foi influenciada pela ação de especuladores, que
tentavam pressionar a cotação por causa da formação da Ptax de maio.
O cenário externo e a pressão dos investidores acabou ofuscando
a alta da Selic a 8% ao ano, medida que tende a elevar a atratividade do país para investidores estrangeiros.
Uma fonte do governo disse nesta sexta-feira à agência de notícias Reuters que a
alta da Selic tende a reduzir a alta do dólar
ante o real, mas que ainda é cedo para falar o que vai acontecer com o
câmbio no futuro próximo devido aos sinais de melhora da economia
norte-americana.
Analistas destacavam ainda que recentes declarações do ministro da
Fazenda, Guido Mantega, colocavam dúvidas sobre possível novo nível de
intervenção do BC, uma vez que o ministro disse que o câmbio
não será usado como ferramenta de combate à inflação.
(Com Reuters)
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Conheça dez erros comuns ao investir na Bolsa10 fotos
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COMPRAR
NA ALTA, VENDER NA BAIXA. É realmente muito dificil acertar o momento
de comprar ou vender uma ação, mas esse erro consagrado de investimento
muitas vezes ocorre por pura falta de estratégia. "O investidor toma a
decisão [de aplicar em ações] porque saiu na mídia que a Bolsa bateu
recorde, ou porque subiu mais de 80% num ano", diz o consultor André
Bona, da Valor Investimentos. Quase sempre, o cenário que favoreceu esse
fato já mudou 05.out.200 - Alex Almeida/Folhapress
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Entenda alguns termos curiosos do mercado financeiro9 fotos
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O
mercado está andando de lado, os investidores estão realizando lucros
com as blue chips, os "bulls" estão comprados e os "bear" estão
vendidos. Entendeu? Confira o significado e a origem de alguns termos
curiosos usados no mercado financeiro Arte/UO
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