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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Fantástico Mostra como Prefeitos de 30 Municípios Paraibanos Embolsaram R$ 60 Milhões



São João, Carnaval, Ano Novo. Para a maioria dos brasileiros, é época de se divertir. E, para uma minoria de gente desonesta, época também de desviar dinheiro público. Prefeitos de cidades muito pobres do Nordeste são acusados de promover eventos superfaturados e botar no bolso mais de R$ 60 milhões, que deveriam ser usados pra beneficiar a população. 

Uma rua de terra leva a uma empresa milionária. No papel, JC Produções é uma experiente firma de eventos. Nos últimos três anos, venceu 231 concorrências de prefeituras. Faturou R$ 3 milhões. 

Também no papel, a sede é a casa da Joelma e do Seu Jorge. "Nenhuma empresa de eventos. Só essa casinha aqui, a casa do meu pai", ela conta. 

O endereço deles foi usado para montar uma das empresas fantasmas envolvidas em um esquema milionário de desvio de dinheiro público. Ao todo, 27 pessoas foram presas. A quadrilha agia em 30 cidades paraibanas e em mais três estados do Nordeste. 

No grupo havia até prefeitos: Francisco de Assis Melo, de Solânea, João Clemente Neto, de Sapé, e Renato Mendes, de Alhandra. 

O esquema foi desvendado pelo Ministério Público da Paraíba e pela Polícia Federal. O foco da quadrilha era o dinheiro de festas populares, como Carnaval e São João. Os prefeitos envolvidos tinham uma missão: fraudar contratos para que empresas de amigos conseguissem os serviços. 

"Era uma mulher, era um filho, um sobrinho, um conhecido. Essas empresas é que disputavam entre si", explica Oswaldo Trigueiro, procurador-geral de Justiça da Paraíba. 

Na prática, estas empresas só existiam no papel. O endereço de todas era falso. Segundo o Ministério Público, prefeitos e empresários se uniam para combinar o valor do desvio. "Quanto é a banda? A banda é R$ 30 mil, então vamos cobrar R$ 150 mil", diz Oswaldo Trigueiro. 

Algumas firmas vencedoras pareciam nem conhecer os serviços que forneciam. Chegaram a confundir autorização para soltar fogos com um documento que solta presos. 

Empresário 1: Pergunta se esse cara tem alvará de soltura. Pode ser que o cabra tenha. 
Empresário 2: Está certo. 
Empresário 1: Eu não sei que alvará é esse, não. Deve ser de soltar fogos, não? 

A Polícia Federal e o Ministério Público encontraram provas do envolvimento dos três prefeitos citados nas investigações. 

Em Solânea, o filho do prefeito participava diretamente das contratações e negociava uma margem de lucro, que ficava com ele mesmo, segundo os promotores. 

Vinícius Melo: "Assim, eu me surpreendi com o cachê, entendeu? Me surpreendi mesmo. E tem como a gente remanejar um pouquinho pra mais, pra ficar uma sobrinha a mais. Porque ele diz que ainda dá 10%". 

Em Sapé, a polícia diz ter encontrado provas de que o pagamento para as empresas de eventos ficava com o próprio prefeito. 

"O pagamento era feito ao empresário, mas o empresário imediatamente remetia esse cheque ao prefeito", diz o procurador-geral de Justiça da Paraíba. 

A primeira dama de Sapé também lucrou com a festa de São João deste ano. Segundo os promotores, era ela quem vendia os camarotes montados em uma praça, em local publico. Só que o dinheiro nunca foi parar na prefeitura. Foi direto para o bolso dela. 

Empresário: O camarote em cima, qual o número dele? 
Helena Rafaela: O último é o 12. 
Empresário: É R$ 2 mil? 
Helena Rafaela: R$ 2 mil. 

Pelo menos 40 camarotes foram negociados dessa forma pela primeira-dama, segundo os promotores. "Tinha até prefeito construindo casa de alto padrão, o que não era compatível com seu vencimento, com seu salário", destaca Marcelo Diniz Cordeiro, superintendente da Polícia Federal da Paraíba. 

Em Alhandra, o patrimônio do prefeito chamou a atenção da polícia. Renato Mendes declara possuir R$ 189 mil em bens. Mas as investigações mostram que ele tem carros importados e uma casa avaliada em R$ 1,5 milhão em um condomínio de luxo de João Pessoa, capital paraibana. 

De acordo com as investigações, Renato também emprestava um cartão da prefeitura a uma amiga, ela tinha liberdade pra gastar o quanto quisesse. 

Amiga: Quanto que eu posso gastar nesse cartão? 
Renato Mendes: Veja aí o que você precisa e quanto é que dá e ligue pra mim. 
Amiga: Mas é mais de R$ 5 mil? Não? 
Renato: Pode ser. 

Os bens de todos os prefeitos envolvidos estão bloqueados pela Justiça. O esquema funcionava havia pelos menos quatro anos. Quanto mais a quadrilha atuava, mais festas aconteciam. 

"A gente tem alguns eventos que são sempre muito fortes, o São João, final de ano, Carnaval, mas fora isso, começou a se ter Paixão de Cristo. Pra tudo se era pretexto pra se fazer um evento", aponta Oswaldo Tigueiro. 

Festa demais para municípios tão pobres, segundo o Ministério Público. O índice de desenvolvimento humano de Alhandra, Sapé e Solânea está entre os piores do país. Foi justamente nesta região que os empresários criaram empresas fantasmas e conseguiram desviar R$ 65 milhões, dinheiro de municípios, estado e governo federal. 

A empresa que mais recebeu dinheiro de prefeituras da Paraíba levou R$ 14,5 milhões. O imóvel está alugado. "É um quartinho, mas é grandinho. Tem três repartições, tem um banheiro, tem um murinho, tem tudo. Isso aí ele pagou R$ 80 por mês", afirmou o dono do local, Antonio Miguel da Silva. 

Todos os investigados ganharam o direito de responder em liberdade. O Fantástico procurou os prefeitos acusados. O único que nos atendeu foi João Clemente Neto, de Sapé, que segundo a polícia, ficava com os cheques que deveriam ir para as empresas de eventos. 

"O único cheque que tem é o cheque que pagamos, ou iríamos pagar a própria empresa. Os despachos que fazemos, como qualquer outro despacho que eu faço dentro da prefeitura, fora da prefeitura. Mandaram o processo para mim, para que pudesse assinar pra entregar", ele declara. 

Ele também negou que a esposa ficasse com dinheiro da venda de camarotes. Os outros dois prefeitos investigados falaram por meio de advogados. Um deles diz que não houve irregularidades em Solânea, onde o filho do prefeito pedia uma "sobrinha". 

"O filho sempre ajudou e sempre ajudará o pai. As provas do processo demonstram que o prefeito cumpriu todas as normas que tratam sobre o processo licitatório", defende Marcos Souto Maior Filho, advogado do prefeito de Soânea. 

Edísio Souto, advogado de Renato Mendes, também negou os desvios. "Nós vamos provar que o patrimônio do prefeito é absolutamente compatível à sua renda de prefeito, até porque é prefeito há sete anos e meio. Em hipótese nenhuma ele pegou dinheiro da prefeitura e bancou essa amiga, aluguel de carro ou cartão de crédito". 

O Ministério Público Estadual pediu o afastamento dos três prefeitos, o que ainda não foi julgado. 

Até o fim do processo, eles não receberão repasses do governo federal, o Ministério do Turismo, que financiou parte das festas das cidades investigadas, disse que novos recursos estão suspensos. Além disso, os prefeitos podem ser obrigados a devolver o dinheiro que, segundo a investigação, foi desviado. 

"A lei diz que são criminosos, e, assim, eles devem ser confrontados", avalia o superintendente da Polícia Federal da Paraíba. 

Revista do Cariri
Da Redação / Fantástico

Homem é flagrado se masturbando para mulher em frente a Prefeitura de Cajazeiras

O caso inusitado foi registrado as 18:45h deste domingo (29) no município de Cajazeiras, Sertão da Paraíba.

Conforme informações da Polícia, a jovem Maria Milena Nascimento Abreu, aguardava a chegada de seu namorado na Praça da Prefeitura Municipal, quando foi surpreendida pelo acusado identificado por Francinildo Bernardo da Silva, que estava dentro de um carro, se masturbando e acenando para a garota.

Uma guarnição da Polícia Militar que passava pelo local, flagrou a cena, porém o acusado ao perceber a chegada da viatura, saiu em alta velocidade. Momentos depois o veículo foi alcançado e o acusado foi preso e conduzido até a Delegacia de Polícia, e responderá pelo Crime de Atos Obscenos.

Charley Garrido Folhadosertao/PB AGORA

Exposição de arte erótica traz imagens de Gretchen e Rita Cadillac A exposição poderá ser conferida até o dia 1º de setembro, com entrada gratuita. Indicada a maiores de 16 anos, a mostra conta com os trabalhos de 14 artistas nacionais.


Divulgação 1234
"Ligações Perigosas: Arte Erótica"
A exposição "Ligações Perigosas: Arte Erótica", em cartaz em São Paulo a partir de 28 de julho, traz retratos da cantora Gretchen e da ex-chacrete Rita Cadillac.

A mostra conta também com diversas pinturas, esculturas, desenhos e imagens sobre o universo do sexo, com uma pitada de humor. Fantasia, fetiche, questões de gêneros e espiritualidade são temas discutidos nos objetos expostos.

Uma casa construída nos anos 1960 em frente à Praça do Pôr do Sol, no bairro de Alto de Pinheiros, abriga temporariamente a Galeria Tato DiLascio, onde a mostra é exibida. A galeria tem caráter itinerante e se apropria de diversos espaços para suas mostras.

A exposição poderá ser conferida até o dia 1º de setembro, com entrada gratuita. Indicada a maiores de 16 anos, a mostra conta com os trabalhos de 14 artistas nacionais. 
PORTAL CORREIO

domingo, 29 de julho de 2012

Olimpíadas é o cazzo, eu quero mais é assistir futebol americano feminino:

gostosa futebol americano
NOZES NA FRITA

Roberto Jefferson: o insustentável equilíbrio de um delator Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/roberto-jefferson-insustentavel-equilibrio-de-um-delator-5619106#ixzz221cghvAt © 1996 - 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.


Há sete anos, ele foi o pivô da queda da cúpula do governo Lula e do PT

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Equilíbrio delicado: Jefferson, que montou uma miniacademia de ginástica em sua casa, afirma que procura não pensar na possibilidade de ser condenado pelos ministros do Supremo
Foto: O Globo / Eduardo Naddar
Equilíbrio delicado: Jefferson, que montou uma miniacademia de ginástica em sua casa, afirma que procura não pensar na possibilidade de ser condenado pelos ministros do SupremoO GLOBO / EDUARDO NADDAR
RIO - Sexta-feira, 13 de julho de 2012. Poucas horas após fazer o exame que confirmaria, dois dias depois, um tumor no pâncreas, o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) estava longe daquele político que parecia ter nervos de aço. Abatido, mais magro, o delator do mensalão não dá mais as cartas, como costuma dizer. Há sete anos, foi o pivô da queda da cúpula do governo Lula e do PT. Hoje, apesar de negociar alianças e apoios para o partido, sofre a ojeriza de aliados que são candidatos às eleições deste ano.
— Eu era mais aguerrido, mais de luta política. Agora, é só expectativa. Antes, eu era o ator, uma espécie de Anderson Silva no tatame político. Agora, é no tapetão jurídico — analisa Jefferson, reconduzido este mês à presidência do PTB.
Entre uma caneca e outra de café preparado por sua segunda mulher, Ana Lúcia, Roberto Jefferson conversou com O GLOBO. A contragosto, diga-se de passagem. Só o fez porque foi surpreendido no portão de casa, em Comendador Levy Gasparian, cidade onde mora, a 160 quilômetros do Rio.
— Estou sereno. Entendo que está na hora de julgar o mensalão. O Brasil tem que virar a página. Tem sete anos que este processo se arrasta. A sociedade tem expectativa da decisão, e o momento é este — avalia Jefferson, operado ontem para a retirada do tumor no pâncreas. Segundo a assessoria do Hospital Samaritano, um resultado preliminar do material cirúrgico mostrou que não há sinais de malignidade.
Naquela noite, o ex-deputado ainda não sabia que o exame constataria o tumor. Com casaco de motoqueiro, ao lado de suas duas potentes Harley-Davidson, Jefferson tenta manter a serenidade, apesar do receio em relação ao que pode ocorrer no julgamento STF, cujo início está marcado para quinta-feira.
— Se você me perguntar se eu aprecio tudo isso, não aprecio, não. A tribunalização de questões políticas é a pior coisa que tem. Quando você é substituído pelo burocrata, pelo profissional burocrata do Direito, não é bom. Começa todo mundo a interpretar pela lei a conduta de cada um. É uma coisa que eu não aprecio — afirma o advogado, atualmente no banco dos réus.
Aposentadoria de R$ 30 mil mensais
A casa onde Jefferson vive com a mulher fica numa rua que abriga ainda outras cinco construções de classe média alta. Todas da família. Apesar do tamanho, diz que foi “coisa barata”. A rua virou um condomínio fechado, batizado com o nome da sogra do ex-deputado: Vila Marlene Aparecida. Um contraste com a vizinhança de moradores de baixa renda e ruas sem asfalto.
Quando não está em Levy Gasparian, Jefferson fica em Brasília, no Hotel Nacional. Com uma aposentadoria parlamentar de R$ 30 mil por mês, o ex-deputado pratica exercícios diariamente. E não abandonou as aulas de canto, outra de suas paixões. Agora, ele está com 83 quilos. Bem longe dos 170 quilos que chegou a pesar antes da cirurgia de redução de estômago, em 1999.
Os passeios de moto são o programa preferido. O roteiro é Itaipava (Petrópolis), Campos do Jordão (São Paulo) e Tiradentes (Minas Gerais). Mas, no carnaval, o presidente nacional do PTB foi a Buenos Aires com os amigos em sua clássica Road King, modelo 2009. Enfrentou três mil quilômetros de estrada. A liberdade em duas rodas, porém, está ameaçada. Se condenado, o ex-deputado pode, em tese, ser preso.
— Eu não penso nisso. Creio piamente que o Supremo fará justiça e vai me absolver — acredita Jefferson. — Não estou trabalhando com plano B. Só não posso ficar sem sossego, sem tranquilidade. Estou sereno, tranquilo e equilibrado. Não deixo de trabalhar — completa.
Com olhar fixo e distante, Jefferson pensa cada frase que diz de forma cuidadosa. Principalmente, quando trata dos desafetos, como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Deputado cassado e outro réu do mensalão, Dirceu aparece no processo como “chefe da quadrilha”. Mas não recua quando provocado sobre a convocação de Dirceu à militância do partido e às entidades estudantis, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), para irem às ruas defendê-lo.
— Isso é antidemocrático. Ele vai constranger o Supremo? Vai pôr a militância lá para quê? Vai invadir? A decisão é da Justiça. Esse negócio de envolver sociedade, entendo que é uma bobagem — critica o presidente nacional do PTB.
Jefferson não esquece o maior trauma: o escândalo dos Correios. É o dedo na ferida do ex-deputado. À época, uma fita de vídeo mostrou o então funcionário da estatal, Maurício Marinho, recebendo dinheiro de empresários. Marinho dizia ter o aval de Jefferson para cobrar propina. Acuado, o petebista se rebelou, denunciando o mensalão.
— Quer dizer que eu tenho de sair de joelhos? Entrei pela porta da frente, saí pela porta da frente. Não ia viver de joelhos. O PT é assim: quando estão ameaçando os interesses do partido, eles sempre têm uma fita, um dossiê — afirma.
Desde 2005, Jefferson sempre admite ter recebido R$ 4,5 milhões do PT para a campanha eleitoral do PTB, em 2004. Reconhece também ter feito caixa dois, o que, aliás, será uma de suas linhas de defesa. O crime, porém, já prescreveu.
— As acusações de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, eu rejeito. Não fiz. O que eu admiti, desde o início, foi crime eleitoral. O Ministério Público não denunciou à época porque não quis denunciar. Na época em que eu falei (denunciou o mensalão), não estava prescrito. Hoje, é um crime prescrito. Mas quando eu disse não era — lembra.
Jefferson não abandona as ambições eleitorais. Diz que o PTB, hoje com 420 prefeitos no país, tem a meta de eleger 600. Mas os aliados o querem longe das campanhas. A filha Cristiane Brasil (PTB) tentará se reeleger vereadora no Rio. Procurada pelo GLOBO, ela não quis dar entrevista. O pai nunca está por perto para pedir votos nas ruas. Nas vezes em que tentou, foi vaiado. O genro do petebista, o deputado estadual Marcus Vinícius, presidente regional do PTB, também prefere o silêncio.
— Não vale a pena colar minha imagem a ninguém. Para que eu vou levar para ela (Cristiane) o meu desgaste pessoal? Os meus amigos já vão votar nela. As pessoas que gostam de mim, sabem que ela é minha filha, vão votar nela. Para que eu vou pôr meu retrato ao lado dela? Para que ela sofra os ressentimentos daqueles que não gostam de mim? Não faço isso. Não é hora de fazer isso — desabafa o ex-deputado.
Antigo amigo diz que não conhece Jefferson
A ex-deputada federal Laura Carneiro (PTB), a quem Jefferson considera amiga, estranhou quando O GLOBO a procurou. Ela é candidata a vereadora na capital fluminense.
— Eu queria tentar entender no que eu posso ajudar você (repórter). Não sei da vida dele — disse Laura. — Não. Foto é demais. O que eu tenho com isso (mensalão)? — completou ela, sem permitir ser fotografada.
Amigo de Jefferson, o vice-prefeito de Paraíba do Sul, José Glicério Bento Bernardes, conhecido como Canela, afirma não conhecer o ex-deputado. Ele é candidato a vereador na cidade. O filho dele, Júlio Canelinha, concorrerá à prefeitura. Ambos são do PTB. Canela estava presente no depoimento de Jefferson na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados, em 2005. O ex-deputado o chamou de irmão em seu discurso.
— Não o conheço. Apenas conheço pessoas que o conhecem — desconversou Canela.
Os irmãos Marcos e Marconi Medeiros, candidatos a vereador e prefeito em Nova Friburgo, respectivamente, são companheiros de Jefferson desde o tempo em que o ex-deputado era integrante do programa “Povo na TV”. Os dois foram apresentados a Jefferson pelo pai, Hélio Medeiros. Apesar de defenderem Jefferson, ambos se irritaram com a presença do GLOBO no município.
— Friburgo não tem nenhuma relação com o mensalão — afirmou Marcos Medeiros.
Candidato a prefeito em Nova Iguaçu pelo PTB, Walney Rocha é outro que evita falar sobre Jefferson:
— Prefiro não falar sobre isso. Na próxima vez, eu te ajudo.
Mas Jefferson parece conformado:
— Essa fase é pesada. Para evitar danos a qualquer pessoa da minha relação, eu não faço foto em público. Eu não sei como será o dia de amanhã. Para que eu vou criar este embaraço aos amigos? 
GLOBO.COM


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Música alta pode afetar memória e aprendizagem, diz estudo Depois de duas horas ouvindo ruídos altos, os ratos sofreram danos irreversíveis nas células cerebrais; estudo sugere que o mesmo pode acontecer com crianças e jovens


Muitos adolescentes gostam de ouvir música alta, especialmente durante os estudos, costume que tem sido criticado pelo pais através de gerações.
Agora, cientistas da Argentina mostraram que a reclamação dos progenitores não é pura chateação: através de um experimento com ratos, eles descobriram que o som alto pode afetar a memória e os mecanismos de aprendizagem de animais em desenvolvimento.
Getty Images
Som alto pode provocar danos irreversíveis nas células cerebrais

O trabalho, publicado na revista Brain Research, foi realizado utilizando camundongos com idade entre 15 e 30 dias, o que corresponde a uma faixa etária entre 6 a 22 anos nos humanos.
"Nós usamos ratos pois eles têm um sistema nervoso semelhante aos seres humanos", disse à BBCMundo Laura Guelman, coordenadora do projeto e pesquisadora do Centro de Estudos Farmacológico e Botânico (Cefybo) da Universidade de Buenos Aires (UBA).
Os pesquisadores expuseram os animais a intensidades de ruído entre 95 e 97 decibéis (dB) mais altos do que o patamar considerado seguro (70-80 dB), porém abaixo da intensidade de som que produz, por exemplo, um show de música (110 dB).
Concluído o experimento, eles descobriram que, depois de duas horas de exposição, os ratos sofreram danos irreversíveis nas células cerebrais.
Segundo os pesquisadores, foram identificadas anormalidades na área do hipocampo, uma região associada com os processos de memória e aprendizagem.
"Tal evidência sugere que o mesmo poderia ocorrer em humanos em desenvolvimento, embora seja difícil de provar, porque não podemos expor as crianças a este tipo de experiência", disse Guelman.
Danos
Já era sabido que a exposição ao som alto pode causar deficiência auditiva, cardiovascular e do sistema endócrino (além de stress e irritabilidade), mas Guelman afirmou que é a primeira vez que tais alterações morfológicas são detectadas no cérebro.
"Pode-se supor a partir dessa descoberta que os níveis de ruído a que as crianças são expostas nas "baladas" ou ouvir música alta com fones de ouvido podem levar a déficits de memória e cuidados de longa duração", disse Maria Zorrilla Zubilete, professora e pesquisadora da Faculdade de Medicina da UBA.
Uma das curiosidades relevadas pelo estudo é que, para as crianças, uma única exposição a ruídos altos pode ser mais prejudicial do que uma exposição prolongada.
Durante a experiência, dois grupos de ratos foram analisados: o primeiro foi exposto uma única vez a duas horas de ruído e o segundo recebeu o mesmo estímulo, mas uma vez por dia durante duas semanas.
Após 15 dias, os ratos que tinham sido submetidos a uma única exposição no início da experiência mostraram sinais de danos mais contundentes.
Os cientistas atribuíram tal fato à chamada "plasticidade neural" existente durante os anos de desenvolvimento, quando o sistema nervoso ainda está em formação.
"É possível que os estímulos do cérebro já não tenham tempo para reparar tais ferimentos", disse Guelman.
Conclusões precipitadas
Embora o estudo cause preocupação em um cenário em que cada vez mais crianças ouvem música em alto volume através de dispositivos digitais e vídeo games, Guelman alerta para conclusões precipitadas. 
ultimosegundo.ig.com

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"Nós usamos ratos pois eles têm um sistema nervoso semelhante aos seres humanos", disse à BBCMundo Laura Guelman, coordenadora do projeto e pesquisadora do Centro de Estudos Farmacológico e Botânico (Cefybo) da Universidade de Buenos Aires (UBA).
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Concluído o experimento, eles descobriram que, depois de duas horas de exposição, os ratos sofreram danos irreversíveis nas células cerebrais.
Segundo os pesquisadores, foram identificadas anormalidades na área do hipocampo, uma região associada com os processos de memória e aprendizagem.
"Tal evidência sugere que o mesmo poderia ocorrer em humanos em desenvolvimento, embora seja difícil de provar, porque não podemos expor as crianças a este tipo de experiência", disse Guelman.
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Já era sabido que a exposição ao som alto pode causar deficiência auditiva, cardiovascular e do sistema endócrino (além de stress e irritabilidade), mas Guelman afirmou que é a primeira vez que tais alterações morfológicas são detectadas no cérebro.
"Pode-se supor a partir dessa descoberta que os níveis de ruído a que as crianças são expostas nas "baladas" ou ouvir música alta com fones de ouvido podem levar a déficits de memória e cuidados de longa duração", disse Maria Zorrilla Zubilete, professora e pesquisadora da Faculdade de Medicina da UBA.
Uma das curiosidades relevadas pelo estudo é que, para as crianças, uma única exposição a ruídos altos pode ser mais prejudicial do que uma exposição prolongada.
Durante a experiência, dois grupos de ratos foram analisados: o primeiro foi exposto uma única vez a duas horas de ruído e o segundo recebeu o mesmo estímulo, mas uma vez por dia durante duas semanas.
Após 15 dias, os ratos que tinham sido submetidos a uma única exposição no início da experiência mostraram sinais de danos mais contundentes.
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"É possível que os estímulos do cérebro já não tenham tempo para reparar tais ferimentos", disse Guelman.
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